Hoje eu quase fui atropelada por uma louca que, pela cara e velocidade, tem anos que não... Bem... Não é feliz. Eu estava na FAIXA de pedestres, no sinal VERMELHO, no meio da pista, quando ela veio chegando e, simplesmente, não parou. Não fosse um filho de Deus que me puxasse - porque eu também tava nem vendo que ia ser atropelada, eu não estaria contando isso aqui. A não ser que no inferno tenha lan house.
Então eu, paralisada pela quase EQM, gritei "sua louca!" e recebi em troca um "eu estou atrasada para trabalhar, minha filha!".
Agora... Me diga: eu vou dizer o que a uma pessoa dessas? O cara que me salvou a vida disse: "Vá na paz de Nossa Senhora, minha linda". E eu não pude não rir. XD
É impressionante a falta de educação dos baianos. Ontem, eu estava no ônibus, sentadinha, na minha, quando uma senhora entrou e registrou passagem. O que registrar passagem significa? Que se a pessoa tem idade para pagar a passagem, tem idade para ficar em pé. A partir dos 65, você entra de graça e ganha, automaticamente, o direito daqueles banquinhos lá da frente. Se você tem 64 e onze meses, perdeu, preibói.
Ok, eu não penso assim. É só para descontrair. Eu sou a pessoa mais idiota do mundo quando o assunto é ceder o lugar no ônibus. Acreditem que, certa vez, eu dei lugar a um rapaz cego, que subiu com sua bengala, fiquei com a minha pilha de livros na mão (porque ele não teve a bondade de segurar), para, no fim da viagem, descobrir que o pilantra não era cego e que a bengala era um arpão de peixe. Ah, que ódio. Aproveitador do inferno.
Mas, enfim, eu, na minha infinita generosidade, toquei o braço dela e disse: "pode sentar aqui, senhora". Eu acho que ela não gostou muito do "senhora", porque me olhou com uma cara de poucos amigos e disse: "eu estou bem aqui, fia". Gente, pense numa cara de sem graça... Eleve à décima potência: era eu. Mas aquilo virou um desafio pessoal: aquela velha descarada ia sentar ou eu não me chamava Noelle (xD). E eu levantei e olhei bem profundamente para ela: "PODE sentar, SENHORA". Esse "pode" não é uma condição, é uma imposição MESMO.
Se ela sentou? Ela não era maluca.
Vagou logo um lugar, eu sentei, mas levantei de novo, imediatamente... Tinha um cara fedendo a tudo de podre que você imaginar.
Então, no fim de tudo, minha mãe é que tá certa... Diz ela que se estiver no ônibus, não vê problema em dar o lugar a um idoso - que ela chama, carinhosamente, de "treme-treme". Mas antes ela olha para o pé da treme-treme: se estiver de salto, ela não levanta, porque não admite que uma velha tenha perna pra usar um salto e não tenha para ficar em pé.
Te amo, mãe.
Então eu, paralisada pela quase EQM, gritei "sua louca!" e recebi em troca um "eu estou atrasada para trabalhar, minha filha!".
Agora... Me diga: eu vou dizer o que a uma pessoa dessas? O cara que me salvou a vida disse: "Vá na paz de Nossa Senhora, minha linda". E eu não pude não rir. XD
É impressionante a falta de educação dos baianos. Ontem, eu estava no ônibus, sentadinha, na minha, quando uma senhora entrou e registrou passagem. O que registrar passagem significa? Que se a pessoa tem idade para pagar a passagem, tem idade para ficar em pé. A partir dos 65, você entra de graça e ganha, automaticamente, o direito daqueles banquinhos lá da frente. Se você tem 64 e onze meses, perdeu, preibói.
Ok, eu não penso assim. É só para descontrair. Eu sou a pessoa mais idiota do mundo quando o assunto é ceder o lugar no ônibus. Acreditem que, certa vez, eu dei lugar a um rapaz cego, que subiu com sua bengala, fiquei com a minha pilha de livros na mão (porque ele não teve a bondade de segurar), para, no fim da viagem, descobrir que o pilantra não era cego e que a bengala era um arpão de peixe. Ah, que ódio. Aproveitador do inferno.
Mas, enfim, eu, na minha infinita generosidade, toquei o braço dela e disse: "pode sentar aqui, senhora". Eu acho que ela não gostou muito do "senhora", porque me olhou com uma cara de poucos amigos e disse: "eu estou bem aqui, fia". Gente, pense numa cara de sem graça... Eleve à décima potência: era eu. Mas aquilo virou um desafio pessoal: aquela velha descarada ia sentar ou eu não me chamava Noelle (xD). E eu levantei e olhei bem profundamente para ela: "PODE sentar, SENHORA". Esse "pode" não é uma condição, é uma imposição MESMO.
Se ela sentou? Ela não era maluca.
Vagou logo um lugar, eu sentei, mas levantei de novo, imediatamente... Tinha um cara fedendo a tudo de podre que você imaginar.
Então, no fim de tudo, minha mãe é que tá certa... Diz ela que se estiver no ônibus, não vê problema em dar o lugar a um idoso - que ela chama, carinhosamente, de "treme-treme". Mas antes ela olha para o pé da treme-treme: se estiver de salto, ela não levanta, porque não admite que uma velha tenha perna pra usar um salto e não tenha para ficar em pé.
Te amo, mãe.

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