Seriedade, banalidade e um poquinho de sacanagem! ;)

sábado, 19 de maio de 2007

"Come to bed, don't make me sleep alone..."

Eu sinto que estou traçando uma nova era
Onde eu consigo perceber o que eu preciso
E eu sei que não preciso de você
Aguardar para ler suas palavras
Esperar para te ter um pouco mais
Quando, na verdade, eu não quero conhecer
O que me fará desistir de você
Os seus defeitos, os seus detalhes
E na sua fala eu já estou enxergando
O futuro que nos espera em breve

Por favor, meu bem, não me machuque
Porque eu não quero me apaixonar mais
E parece que a cada despedida
Você leva contigo pra cama um pedaço de mim
Você está, simplesmente, me colecionando
Pena que você nem sonha com isso
Nem sonha comigo, nem sonha comigo

E agora eu tento me desvencilhar
E agora eu não quero mais saber de nada
Planejamos mundos e mundos
Planejamos tudo que era possível
E hoje o meu maior plano é esquecer
Que um dia eu tive a infelicidade
De conhecer você
E de chorar quando você me faz algo
E de rir quando você me faz algo
E de escrever sobre você
Quando eu nem sei o seu nome

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Eu, a problemática.

A minha busca no mundo (na verdade, no orkut e em blogs) é encontrar alguém que realmente não enjoe das minhas alucinações. Descobri isso após perceber que eu fico ansiosa para conversar com quem não quer conversar comigo. Talvez o problema seja falta-de-vergonha-na-cara da minha parte. Mas não sei esquecer que conheci alguém legal... Não sei.

Eu não sei quando isso vai parar. Ou melhor, sei. Não aceito mais desconhecidos que queiram manter uma conversa de até uma hora comigo. Uma hora já é tempo suficiente pra eu não querer mais abandoná-lo. Sei que parece loucura, mas é isso que acontece.

E eu só queria um lugar para desabafar tranquilamente, sem ter que ouvir sermão de ninguém.

Eu sou uma idiota.
=)

terça-feira, 8 de maio de 2007

"Hard may"...

Eu o convidei a ser o meu maio. E ele se chamava "Hard may". Era o mês que eu sentia mais dificuldade em alcançar o objetivo. Mas, aos meus olhos, nada é tão impossível assim...

A cada noite sentávamos perto a lareira, lendo um livro e sentindo o calor acalmar aquele frio exacerbado. Mas era eu quem tinha escolhido passar o maio no Sul.

Certa vez, quis me beijar. Eu recuei um pouco, não era esse o objetivo do mês. Não podia negar que ele me seduzira, mas, quanto a isso, eu estava despreocupada. Eu sabia separar as coisas que eu desejava. E eu o queria pra mim, sim. Mas desejava tê-lo como planejei; sóbrio. Ao perceber o meu recuo, esbofeteou minha face. Me tratava como um cão; na verdade, como um osso. Mordia-me os lábios numa busca incessante de prazer, enquanto segurava minhas mãos e me prendia embaixo do seu corpo. Eu, indefesa, não podia, ao menos, gritar. Aliás, mesmo que pudesse não teria forças. Nunca imaginaria que aqueles olhos pudessem estar tão perto dos meus, sem que eu sentisse algo bom. Eu sentia nojo.

Ao tirar minha roupa, espancava-me, conduzindo-me ao banheiro. Esfregava com força a sua língua imunda em meu corpo, como se quisesse arrancar toda a sujeira que havia nele; não sabendo que sujava-o cada vez mais. Empurrou-me para a banheira, fez-me, mais uma vez, de osso. Eu era um fantoche em suas mãos. E eu sonhava em ser uma boneca...

Após consumir toda a energia restante no meu corpo, me consumiu. E eu não tinha mais vontade de lutar contra aquilo.

Observei em cima da penteadeira toda a minha maquiagem... Tudo que usaria para tentar ficar um pouco menos feia. Era uma caixa acrílica, transparente e pesada. Possuía todos os tipos possíveis de maquiagem, menos um batom rouge. Ah, o meu sonho era pintar a boca de vermelho incandescente! Mas, um dia, encontrei a minha mãe na varanda de casa, meus lábios molhados com o seu batom vermelho: "Está uma perfeita prostituta!", ela me disse. Eu, desesperada, apressei-me a lavar todo o rosto. Não queria parecer uma.

E, naquela caixinha de maquiagem, faltava um batom vermelho. E, aquele homem ao meu lado me tratava pior do que uma prostituta fedorenta. Minha razão estava aflorada e minha emoção também. Nunca imaginei que pudesse juntar as duas a meu favor. Apoiei-me na caixa de acrílico, segurei-a firmemente e não pensei em mais nada: levantei-a bruscamente e acertei-a no rosto do "hard may". Ele caíra ao chão. Golpes seguros na vertical espirravam o meu ódio na parede. Após dois minutos, eu parei. Fitava a caixa com o alívio de ter me livrado dele, e a emoção de ter o que eu sempre quis. A caixa transparente, agora era vermelha. Meus dedos, agora eram vermelhos. Passei-os na boca, desenhando-a e saí. Eu era, agora, uma assassina. Porém, com lábios vermelhos.