...Once Upon A Time...

Seriedade, banalidade e um poquinho de sacanagem! ;)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ai, hoje eu estou um pouquinho deprê. Tipo, sabe aquela sensação de que você podia estar fazendo algo mais? É isso. Eu não estou fazendo nada de errado, nem está tudo ruim na minha vida, mas eu sinto um vazio - e não, engraçadinho, não é fome.

Eu vejo esse povo idiota, que só pensa em festa, nada de responsabilidades, só bebida, sexo e diversão, e fico horrorizada. Parece que eles acham que a vida é aquilo. Que vai ser sempre como eles querem. E então eu olho bem profundamente para dentro de mim e descubro que, apesar de os parâmetros serem diferentes, eu vivo assim também. Vivo naquele mundo que toda criança tem, aquele onde o casamento é perfeito, onde os seios nunca caem, onde sempre se tem saúde e ninguem morre, onde aqueles que você ama também te amam da mesma forma. É uma espécie de droga. Você vê novelas, filmes, documentários, vídeos na internet, Google Earth, e tudo isso te deixa anestesiada, sem sentir a realidade chegando e tentando te invadir, brutalmente. E uma hora, de tão frágil que você está, você se deixa invadir e o chão arranca todos os seus sonhos. É uma espécie de dementador. O que eu estou falando, meu Deus? Harry Potter? Ah, deve ser algum vestígio dos meus sonhos esquecido pela cruel realidade.

Dá uma sensação de impotência olhar para o céu e não pensar que a coisa que você mais quer na vida é um amor, um colchão infinito de areia do mar e aquele lindo céu estrelado. Você sempre tem que lembrar que as contas existem, os problemas virão, as perdas, as derrotas, as lágrimas, os nós na garganta, a vida. Eu não tenho medo de nada disso. Mas também não sou forte o suficiente para viver consciente de que tudo isso um dia virá.

Eu só queria poder sonhar com os castelos, até que alguém deitasse meu corpo, sem vida, na terra fria e não chorasse de tristeza por eu ter ido embora. Chorasse de alegria por ter me feito feliz. E dedicasse o brilho da Lua ao brilho dos meus olhos enquanto eu sonhava...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

É pura educação...

Hoje eu quase fui atropelada por uma louca que, pela cara e velocidade, tem anos que não... Bem... Não é feliz. Eu estava na FAIXA de pedestres, no sinal VERMELHO, no meio da pista, quando ela veio chegando e, simplesmente, não parou. Não fosse um filho de Deus que me puxasse - porque eu também tava nem vendo que ia ser atropelada, eu não estaria contando isso aqui. A não ser que no inferno tenha lan house.

Então eu, paralisada pela quase EQM, gritei "sua louca!" e recebi em troca um "eu estou atrasada para trabalhar, minha filha!".
Agora... Me diga: eu vou dizer o que a uma pessoa dessas? O cara que me salvou a vida disse: "Vá na paz de Nossa Senhora, minha linda". E eu não pude não rir. XD

É impressionante a falta de educação dos baianos. Ontem, eu estava no ônibus, sentadinha, na minha, quando uma senhora entrou e registrou passagem. O que registrar passagem significa? Que se a pessoa tem idade para pagar a passagem, tem idade para ficar em pé. A partir dos 65, você entra de graça e ganha, automaticamente, o direito daqueles banquinhos lá da frente. Se você tem 64 e onze meses, perdeu, preibói.

Ok, eu não penso assim. É só para descontrair. Eu sou a pessoa mais idiota do mundo quando o assunto é ceder o lugar no ônibus. Acreditem que, certa vez, eu dei lugar a um rapaz cego, que subiu com sua bengala, fiquei com a minha pilha de livros na mão (porque ele não teve a bondade de segurar), para, no fim da viagem, descobrir que o pilantra não era cego e que a bengala era um arpão de peixe. Ah, que ódio. Aproveitador do inferno.

Mas, enfim, eu, na minha infinita generosidade, toquei o braço dela e disse: "pode sentar aqui, senhora". Eu acho que ela não gostou muito do "senhora", porque me olhou com uma cara de poucos amigos e disse: "eu estou bem aqui, fia". Gente, pense numa cara de sem graça... Eleve à décima potência: era eu. Mas aquilo virou um desafio pessoal: aquela velha descarada ia sentar ou eu não me chamava Noelle (xD). E eu levantei e olhei bem profundamente para ela: "PODE sentar, SENHORA". Esse "pode" não é uma condição, é uma imposição MESMO.

Se ela sentou? Ela não era maluca.

Vagou logo um lugar, eu sentei, mas levantei de novo, imediatamente... Tinha um cara fedendo a tudo de podre que você imaginar.

Então, no fim de tudo, minha mãe é que tá certa... Diz ela que se estiver no ônibus, não vê problema em dar o lugar a um idoso - que ela chama, carinhosamente, de "treme-treme". Mas antes ela olha para o pé da treme-treme: se estiver de salto, ela não levanta, porque não admite que uma velha tenha perna pra usar um salto e não tenha para ficar em pé.


Te amo, mãe.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Faz tempo que não aparece uma sacanagem aqui, né?


Também... É tanta notícia deprimente, de pai que tem seis filhos com a filha, de Fenômeno saindo com traveco, Isabella jogada da janella, a pessoa fica até broxada com tanta notícia bôua!

Mas faz umas semanas que eu soube que uma filha de 17 anos matou a mãe a facadas porque ela não quis deixá-la ir ao show do Calypso...

Brutalidade? Frieza? Sangue-ruim?

Neca. Sacanagem da mãe não deixar ela ir ver a Xoelma! E tem mais! O nome da menina é Ferla (isso mesmo). F - E - R - L - A!

Depois perguntam o porquê de ela ter matado a mãe...
u.u
Hoje o meu pai estava sentado de frente para mim e para a minha mãe, de costas para a cozinha, quando disse: "Está um fedor de queimado, né? Sei lá... Pano queimado...". E a minha mãe respondeu que sim com a cabeça e fez uma cara de "de onde será esse cheiro?". De repente, ela olhou para as costas do meu pai, onde estava a cozinha, e gritou: "Ó o fogo ali!".

Meu pai quase coloca as tripas para fora e, quando viu que era mentira, deu uns três tapas na perna dela e subiu irritado para o quarto.

Diante disso, eu pensei, pensei, refleti, refleti...

Depois ninguém sabe como surgem as manchetes "marido mata esposa a facadas", ou "esposa é esquartejada pelo marido".

Vai saber!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Goodbye My Lover.

Eu passo o dia bem, eu sou feliz
Mas quando eu deito eu não consigo dormir

É o inferno que eu estou vivendo por dentro
Onde eu tenho que esconder tudo
Esconder até que a minha única vontade
É de dormir, dormir, dormir para sempre

Quando eu durmo, eu sonho contigo
Com as suas palavras frias, agressivas
Quando eu não consigo dormir, eu penso
Penso que eu preciso te dizer... Adeus.

Eu estou deixando isso para trás
Mas eu realmente nunca quis te esquecer
Eu viverei minha vida sozinha, sem você
Mas eu não posso partir sem que você saiba
Que eu não estou fingindo, não estou mentindo
A minha vida depende disso agora
Eu só preciso que você acredite em mim.

Eu passo o dia bem, eu sou infeliz
Eu estou sorrindo quando quero morrer

É o inferno que eu estou vivendo por dentro
Onde eu tenho que esconder tudo
Esconder até que a minha única vontade
É de dormir, dormir, dormir para sempre


E eu então eu lembro
Eu lembro... Eu sei que eu lembro...
Ainda existe alguém que me espera
Penso que eu preciso estar com ele... Agora.

Eu estou deixando isso para trás
Mas eu realmente nunca quis te esquecer
Eu viverei minha vida sozinha, sem você
Mas eu não posso partir sem que você saiba
Que eu não estou fingindo, não estou mentindo
A minha vida depende disso agora
Eu só preciso que você acredite em mim.


Eu vou deixar isso no passado
Mas eu realmente nunca quis te esquecer
Eu viverei com outras vidas, sem você
Mas eu não vou te tirar do passado
Eu não estou fingindo, não estou mentindo
A minha vida precisa seguir agora
Eu só preciso que você me mate.


Eu vou deixar isso no passado...
Mas eu não vou te tirar do passado...
As nossas boas lembranças sempre poderão entrar pela porta.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

E a vida vai passando...

Você olha pro céu, vê algumas estrelas dançando, uma Lua brilhando com a ajuda de uma outra estrelinha... E se pergunta: o que eu fiz até hoje?

Se a resposta for nada, parabéns. Você não fez nada por você mesma até hoje. Foi isso que aconteceu comigo. Vivo embrulhada em papéis que rasgam facilmente, grudadas com rótulos que me colam, mesmo sem eu querer. Os lacinhos de presente que colocam em mim caem rapidamente, em função do meu cabelo lisérrimo.

O problema é que, quando tudo isso vai embora, eu fico sozinha. O presente só, sem embrulho, sem lacinho, sem brilho, sem vida, completamente nu. E o que eu sou nua? Nada.


Será que muita gente vivie em uma capa fantasmagórica também? Na minha capa, eu posso ser o que eu quiser. E isso é tããããão bom...
*_*


Foi assim que eu vivi esse tempo todo empurrando a vida com a barriga, que só faz crescer. A vida e a barriga.
Hehehehee...

Até que, olhando pro celular sem ligações, sem mensagens, sem crédito (XD), eu tomei uma decisão. A partir de hoje, eu, somente eu, interferirei na minha vida. Não é justo que pessoas venham de longe, me olhem e ditem o que eu tenho que sentir. Aí, me usam até não poder mais e joagm fora. Quando eu sou jogaada fora, eu fico no lixo. E não foi preciso sair desse lixo pra saber o que eu posso fazer com ele. Eu continuo aqui, porém reciclando meus desejos, refazendo minhas idéias e conservando alguns dos meus princípios básicos. E aprendi que não se deve amar mais do que podemos...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Eu estou precisando de música. Eu estou precisando de vida nova, já que não tenho mais aquela velhinha de sempre.

As nossas escolhas refletirão o futuro. Cabe a nós escolhermos, tentando ver o que virá. O meu foi refletido e eu consigo enxergar o que antes eu não via.

Eu só preciso, agora, de notas musicais soando tristes em meu ouvido e de alguns poucos amigos pra me dizer que eu não estou sozinha. Fora isso, estou bem.